Revista digital de moda em couro

Cada peça de couro conta uma história.

Guias de estilo, cuidados que resultam mesmo e as histórias por trás do material mais antigo da moda, em português de Portugal. Do curtume ao seu guarda-roupa, sem mistérios.

SOS couro: o que aconteceu à sua peça?

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Acabado de sair

Couro com sotaque português

De Alcanena a São João da Madeira

Curtumes com séculos de tradição, fábricas de calçado que exportam para o mundo inteiro e uma luvaria de 1925 onde só cabem dois clientes: a história do couro em Portugal.

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Sabia que…?

O calçado português é, há vários anos, o segundo mais caro do mundo entre os grandes exportadores. Em média, só os sapatos italianos custam mais.

Em 2024, Portugal exportou cerca de 67 milhões de pares de sapatos, no valor de 1,7 mil milhões de euros. Mais de 80% desse valor foi calçado de couro.

A Luvaria Ulisses, no Chiado, em Lisboa, faz luvas por medida desde 1925, numa loja tão estreita que só cabem um ou dois clientes de cada vez.

São João da Madeira, a «capital do calçado», começou por ser terra de chapéus. Quando o chapéu saiu de moda, o sapato tomou conta da cidade.

Em Portugal, «cabedal» é a palavra clássica para o couro do calçado e dos casacos: um casaco de cabedal é um casaco de couro.

Na União Europeia, os sapatos têm de indicar o material do cabedal, do forro e da sola. O desenho de uma pele estendida quer dizer couro.

A palavra «camurça» vem de um animal: a camurça, um caprino das montanhas da Europa cuja pele macia deu nome ao material.

Nobuck e camurça parecem iguais, mas o nobuck é lixado do lado de fora da pele (a flor) e a camurça, do lado de dentro.

Estima-se que a grande maioria do couro do mundo, entre 80% e 90%, seja curtida com sais de crómio, e não com taninos vegetais.

A pátina, o brilho escuro que o couro ganha com os anos, nasce da combinação de luz, atrito e da gordura natural das nossas mãos.